quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estoria Sufi


Estoria Sufi

Havia um rei muito poderoso que tinha tudo na vida , mas sentia-se confuso. Resolveu consultar os sábios do reino e disse-lhes:

__ Não sei porque, sinto-me estranho e preciso ter paz de espirito. Preciso de algo que me faca alegre quando estiver triste e que me faca triste quando estiver alegre.

Os sábios resolveram dar um anel ao Rei com uma mensagem que só poderia ser lida em caso de extrema necessidade. Somente quando tudo estiver perdido, a confusão for geral, e o Rei não souber mas o que fazer, devera ler a mensagem do anel.

O rei seguiu o conselho. Um dia o Pais entrou em guerra e perdeu. Houve vários momentos que a situação ficou terrível, mas o rei não abriu o anel, pois ainda não era o fim. O reino estava perdido , mas ainda podia recupera-lo . Fugiu do reino para se salvar. O inimigo o seguiu , mas o rei cavalgou ate que perdeu os companheiros e o cavalo. Seguiu a pé, sozinho e os inimigos atrás, era possível ouvir o ruído dos cavalos. Os pés sangravam mas tinha que continuar a correr. O inimigo se aproxima e o rei quase desmaiado, chega a beira de um precipício. Os inimigos estão cada vez mais perto e não saída , mas o rei ainda pensa: “estou vivo, talvez o inimigo mude de direção, a condição não esta preenchida”. Olha para o abismo e lá embaixo vê leões , não tem mais jeito. Os inimigos estão lhe alcançando, então o rei abre o anel e lê a mensagem: “Isto também passara”.

De súbito o rei relaxa. Isto também passará. E naturalmente o inimigo mudou de direção. O rei volta e tempos depois reúne seus exércitos e reconquista seu pais. Há grande festa , o povo dança nas ruas e o rei esta felicíssimo, chora de tanta alegria e de repente lembra do anel, abre-o e lê a mensagem “Isto tambem passará”. Novamente ele relaxa e assim obteve a sabedoria e a paz de espirito.

Sempre que estiver em contato com fortes emoções, seja de ódio ou de felicidade, seja de abundância ou de restrição, lembre-se isto tambem passará”. Tudo isto e uma fase, não e você. E algo que vem e vai. Mas de maneira alguma e você.

A partir do momento que você percebe disso , cria-se uma distancia entre você e os seus diversos estados de espirito. E quanto maior a distancia, maior e a consciência e menor o sofrimento.

Porém isto só começa acontecer quando você entra no processo de auto-conhecimento e se prepara para esta mudança de atitude . O velho tem que dar lugar ao novo, como um ano que se inicia. Mudar as velhas formas de ver o mundo, nem sempre e fácil, mas e necessário para que possamos ser seres mais plenos, mais confiantes , mais equilibrados.

A Psicoterapia Transpessoal e a Orientação Parapsíquica são instrumentos valiosos para auxilia-lo neste processo.

Se este for o seu desejo, me coloco a sua inteira disposição para orientá-lo a perceber qual o melhor caminho para sua transformação.

Tudo de bom !!

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Aleph -Jorge Luiz Borges


Me sinto em um momento da minha vida em que o passado, presente e as possibilidades do futuro de encontram e me sinto no olho desse furacão: parado e em silêncio... Inúmeras possibilidades ao mesmo tempo e milhares de portas para abrir e eu parado, em silêncio ! O meu Aleph pessoal ! Onde tudo esta bem, mas uma sensação que a vida é um pouco mais (ou um pouco menos ) que esta que estou vivendo.. Estou numa fase de sincronicidades onde tudo parece conhecido, parece vivido e quando volto dessa viagem, estou aqui ainda parado e em silêncio...



"Na parte inferior do degrau, à direita, vi uma pequena esfera furta-cor, de quase intolerável fulgor. A princípio, julguei-a giratória; depois, compreendi que esse movimento era uma ilusão produzida pelos vertiginosos espetáculos que encerrava. O diâmetro do Aleph seria de dois ou três centímetros, mas o espaço cósmico estava aí, sem diminuição de tamanho. Cada coisa (o cristal do espelho, digamos) era infinitas coisas, porque eu a via claramente de todos os pontos do universo. Vi o populoso mar, vi a aurora e a tarde, vi as multidões da América, vi uma prateada teia de aranha no centro de uma negra pirâmide, vi um labirinto roto (era Londres), vi intermináveis olhos próximos perscrutando-me como num espelho, vi todos os espelhos do planeta e nenhum me refletiu, vi num pátio da rua Soler as mesmas lajotas que, há trinta anos, vi no vestíbulo de uma casa em Fray Bentos, vi cachos de uva, neve, tabaco, veios de metal, vapor de água, vi convexos desertos equatoriais e cada um de seus grãos de areia, vi em Inverness uma mulher que não esquecerei, vi a violenta cabeleira, o altivo corpo, vi um câncer no peito, vi um círculo de terra seca numa calçada onde antes existira uma árvore, vi uma chácara de Adrogué, um exemplar da primeira versão inglesa de Plínio, a de Philemon Holland, vi, ao mesmo tempo, cada letra de cada página (em pequeno, eu costumava maravilhar-me com o fato de que as letras de um livro fechado não se misturassem e se perdessem no decorrer da noite), vi a noite e o dia contemporâneo, vi um poente em Querétaro que parecia refletir a cor de uma rosa em Bengala, vi meu dormitório sem ninguém, vi num gabinete de Alkmaar um globo terrestre entre dois espelhos que o multiplicam indefinidamente, vi cavalos de crinas redemoinhadas numa praia do mar Cáspio, na aurora, vi a delicada ossatura de uma mão, vi os sobreviventes de uma batalha enviando cartões-postais, vi numa vitrina de Mirzapur um baralho espanhol, vi as sombras oblíquas de algumas samambaias no chão de uma estufa, vi tigres, êmbolos, bisões, marulhos e exércitos, vi todas as formigas que existem na terra, vi um astrolábio persa, vi numa gaveta
da escrivaninha (e a letra me fez tremer) cartas obscenas, inacreditáveis, precisas, que Beatriz dirigira a Carlos Argentino, vi um adorado monumento em La Chacarita, vi a relíquia atroz do que deliciosamente fora Beatriz Viterbo, vi a circulação de meu escuro sangue, vi a engrenagem do amor e a modificação da morte, vi o Aleph, de todos os pontos, vi no Aleph a terra, e na terra outra vez o Aleph, e no Aleph a terra, vi meu rosto e minhas vísceras, vi teu rosto e senti vertigem e chorei, porque meus olhos haviam visto esse objeto secreto e conjetura cujo nome usurpam os homens, mas que nenhum homem olhou: o inconcebível universo.

Senti infinita veneração, infinita lástima.

– Tonto ficarás de tanto bisbilhotar onde não te chamam – disse uma voz enfadonha e alegre. – Mesmo que esquentes a cabeça, não me pagarás num século esta revelação. Que observatório formidável, che Borges!

Os sapatos de Carlos Argentino ocupavam o degrau mais alto. Na brusca penumbra, consegui levantar-me e balbuciar:

– Formidável. Sim, formidável.

A indiferença de minha voz causou-me estranheza. Ansioso, Carlos Argentino insistia:

– Viste tudo bem, em cores?

Nesse instante, concebi minha vingança. Benévolo, manifestamente apiedado, nervoso, evasivo, agradeci a Carlos Argentino a hospitalidade de seu porão e o instei a aproveitar a demolição da casa para afastar-se da perniciosa metrópole, que a ninguém – creia-me, a ninguém! – perdoa. Neguei-me, com suave energia, a discutir o Aleph; abracei-o, ao despedir-me, e repeti-lhe que o campo e a serenidade são dois grandes médicos.

Na rua, nas escadarias de Constitución, no metrô, pareceram-me familiares todos os rostos. Tive medo de que não restasse uma única coisa capaz de surpreender-me, tive medo de que não me abandonasse jamais a impressão de voltar. Felizmente, depois de algumas noites de insônia, agiu outra vez sobre mim o esquecimento..." Borges Simplesmente Maravilhoso !!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Enfrente seus medos

Tempos atrás, estava num trabalho incessante de entrar de vez no caminho do Guerreiro. Este processo de se construir como um homem inteiro, encarnado e livre, me trouxe de encontro com os meus medos.

Para mim, o medo é a raiz de tudo que nos perturba a vida, que impede a nossa liberdade. O medo é um freio, um grande freio, que destrói a nossa criatividade, nossa alegria, nos tornando presos a rotinas, fechando o nosso mundo. Dele vem a ansiedade, raiva, mágoa, rancor, preocupação , a fuga da vida, entre outros tantos males que ainda insistem em existir no nosso mundo.

O medo é insidioso. Se você foge dele, ele se torna maior ! Se você o ignora, ele pode te pegar a qualquer momento desprevenido. O único jeito é enfrenta-lo. É não ter medo do medo, pois o medo se alimenta dele mesmo.

Achei esse vídeo, nem sei aonde... mas ele fala muito do que penso sobre esse assunto...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Autoestima - Sistema Imunologico da Mente

Ter auto estima não é se olhar no espelho e dizer que se ama !! É valorizarmos nossas conquistas e saber que temos um papel importante , simplesmente sendo nós mesmos. A nossa historia por pior que seja , é a única no mundo !! E a gente se esquece disso. Autoestima não é “se achar” , e sim saber e respeitar quem somos , deixando de ter comportamentos ou ligações destrutivas em nossas vidas. Aprender a gostar de si, significa dar limites, ter controle da sua vida e realmente buscar sua paz !!
Existe muitos passos para conquistar uma autoestima legal, muitos não são fáceis, mas com força de vontade e empenho, com certeza nos tornarmos pessoas melhores para nos mesmos e para o mundo !!
1) Se conheça de verdade. Sem autoconhecimento não chegamos a lugar nenhum.
2) Perceba as área de suas inseguranças e resolva-as.
3) Preste atenção em qual imagem você passa para as pessoas. Apenas perceba que muitas vezes passamos uma imagem completamente diferente daquela que queremos.
4) Saiba que a autoestima começa na família. Aprenda a perdoar e se livre do passado familiar. O importante não é o que fizeram com a gente e sim o que a gente faz com aquilo que fizeram da gente.
5) Aprenda a se divertir e solte sua criança muitas vezes!!
6) Cuide da sua saúde !! Cuide de si !!
7) Cultive bons amigos que confie e que confiam em você.
8) Cuide de sua vida sexual.
9) Tenha objetivos de vida, a longo, médio e curto prazo.
E por ultimo
10) Goste do que faz e trabalhe naquilo que goste se possível !!

Esses são alguns toques que podemos fazer para melhorar e proteger a nos mesmos !!

sábado, 10 de julho de 2010

O inocente, o órfão e o guerreiro

Com a formação do EGO, iniciamos a trajetória, já em criança com o arquétipo do INOCENTE, que pelo aspecto positivo, nos faz aprender a ter otimismo e confiança. Com os primeiro erros, nos tornamos O ÓRFÃO, que pelo lado positivo, nos traz empatia, interdependência e realismo, fazendo-nos recuperar a segurança. Logo surge O GUERREIRO que entra em cena para aprendermos a estabelecer metas e estratégias, alcançando-as com disciplina e coragem.