segunda-feira, 6 de junho de 2011

Oficina de Autoestima - Curitiba




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A AUTOESTIMA não é somente gostar de si mesmo, mas sim de valorizar sua vida em todos os aspectos e buscar o melhor para si !

Isso parece óbvio, mas o que vemos são inúmeras pessoas vivendo situações que não gostariam porém não sabem ou tem medo de fazer as mudanças necessárias.

O que impede de buscarmos o melhor para nós mesmos? Parece que existe uma força contraria ao desejo de felicidade, uma força que faz com que determinadas situações se repitam na vida ou que cria sentimentos negativos que apesar de serem ruins, se fazem presentes na maior parte do tempo.

A AUTOESTIMA é o sistema imunológico da mente ! Uma boa AUTOESTIMA ajuda e muito para que não adoeçamos seja da alma seja do físico.

Você é o único dono do seu destino ! É hora de assumir as rédeas da sua vida e um passo importante é a AUTOESTIMA.






quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sobre o sofrimento

Existe um grande diferença entre dor e sofrimento. Dor é algo que acontece com você em algum momento da vida. Uma perda, uma contrariedade, um sonho não realizado, etc.. Sofrimento é quando você pega essa dor e alonga ela como um chiclete durante da sua vida . A Dor é inevitável, faz parte da vida. Já o sofrimento, não !

Raramente sofremos pela realidade ! Normalmente sofremos pelo passado ou pelo futuro. Culpa e raiva do passado ou medo do futuro. Deixe sua mente ficar no presente, onde nós estamos bem a maior parte do tempo. pense.. o que esta acontecendo comigo agora? Neste exato momento, o que me faz sofre? Deve ser algo do passado ou do futuro. O passado ja passou e o futuro é probabilidade.. Sofremos à toa !

E porque sofremos..? Na verdade , somos viciados em sofrer ! Isso vem de varias vertentes: Do pensamento religioso cristão que glorificou o sofrimento e trouxe um sofrimento como redenção, expiação dos pecados, como limpeza de algo que a gente fez de errado.. Vem tambem de criação, do sofrimento que vemos dos nossos pais ou da nossa familia e de certa forma fica introjetada em nós.. Vem da nossa sociedade que valoriza o sofrimento ou as coisas adquiridas com sofrimento em detrimento das adquiridas sem dificuldade.(... do suor de teu rosto comerás o teu pão até que retornes à terra..genesis 3:19).. vem tambem do ganho sofrimento.. ele pode justificar tudo: agressividade, manipulação, irritabilidade, tudo..

O sofrimento tambem vem de um pensamento infantil que o universo vive premiando os bons e punindo os maus.. ai se algo não dá certo, ou alguma fantasia não se realiza, nos consideramos maus sem saber direito o que fazemos para "merecer" que nosso sonho não se realize, e por consequência sofremos com isso!

Aprendemos mais com dor e com o sofrimento que com o prazer e a alegria. Podemos crescer, corrigir eventuais falhas , redirecionar nossa vida, tornarmos mais mansos, menos ego, mais tolerantes em virtude de passamos por dores na vida. Ele nos deixa mais compreensivos !
E sabe de uma coisa.. a partir do momento que você para de fugir do sofrimento e descobre a luz e a sabedoria atras dessa dor....tcham tcham tcham.. ele deixa de ser sofrimento !!

domingo, 22 de maio de 2011

Sou muitos !!!

Sou muitos ! O velho, o homem e o menino se fazem presentes nas mais diversar situações da minha vida ! Esses egos habitam em mim desde sempre.. Meu velho é um homem bem idoso, deve ter uns 80 anos ou mais .. é solitário, sábio, um pouco impaciente, as vezes fica olhando as estrelas e se identifica com elas por serem tão velhas como ele ! Não gosta muito de pessoas, mas adora crianças. Adora contar histórias com uma vivacidade que parece que ele viveu todas. É imaginativo, vive mundos que não pode contar pra ninguem, mundos onde tudo é possivel ! Em sua cabana na floresta conecta com todos os seres, entende que mistérios são misterios e que por mais que façamos para mudar , tudo está no seu lugar certo !

Minha criança é timida e levada ao mesmo tempo. Curiosa com todas as coisas ! Tem um brilho no olhar quando escuta historias fantasticas e de mistérios que quer decifrar ! Sonha muito e tem uma criativade de a faz criar mundos com um pedacinho de madeira. !! Ora é o rei dos animais , ora um liberdador de mundos ! Ri muito, é safado, adora uma sacanagem. Tem medo de muitas coisas.. medo de apanhar, medo de brigas, de pessoas que gritam, pessoas estúpidas, medo de ser rejeitado.. e isso faz que as vezes encolha , se tranque em algum lugar escuro e fique lá quentinho e silencioso até o medo passar.

Meu Homem adulto é um cara legal ! Admirado, consciente, forte e corajoso ! Esse se fez homem sozinho e olha pra si com um certo orgulho ! Ja amou muito, ja desamou outros tantos, mas continua aqui firme. Compreensivo e mediador !!

Assim são.. só que de vez em quando eles se misturam e entram na vida um do outro e ai tudo vira um caos !! hehehe É o velho se isolando quando não precisava, a criança com medo de ser rejeitada quando não devia, e o adulto fica tentando acalmar os dois .... Ai de mim !!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estoria Sufi


Estoria Sufi

Havia um rei muito poderoso que tinha tudo na vida , mas sentia-se confuso. Resolveu consultar os sábios do reino e disse-lhes:

__ Não sei porque, sinto-me estranho e preciso ter paz de espirito. Preciso de algo que me faca alegre quando estiver triste e que me faca triste quando estiver alegre.

Os sábios resolveram dar um anel ao Rei com uma mensagem que só poderia ser lida em caso de extrema necessidade. Somente quando tudo estiver perdido, a confusão for geral, e o Rei não souber mas o que fazer, devera ler a mensagem do anel.

O rei seguiu o conselho. Um dia o Pais entrou em guerra e perdeu. Houve vários momentos que a situação ficou terrível, mas o rei não abriu o anel, pois ainda não era o fim. O reino estava perdido , mas ainda podia recupera-lo . Fugiu do reino para se salvar. O inimigo o seguiu , mas o rei cavalgou ate que perdeu os companheiros e o cavalo. Seguiu a pé, sozinho e os inimigos atrás, era possível ouvir o ruído dos cavalos. Os pés sangravam mas tinha que continuar a correr. O inimigo se aproxima e o rei quase desmaiado, chega a beira de um precipício. Os inimigos estão cada vez mais perto e não saída , mas o rei ainda pensa: “estou vivo, talvez o inimigo mude de direção, a condição não esta preenchida”. Olha para o abismo e lá embaixo vê leões , não tem mais jeito. Os inimigos estão lhe alcançando, então o rei abre o anel e lê a mensagem: “Isto também passara”.

De súbito o rei relaxa. Isto também passará. E naturalmente o inimigo mudou de direção. O rei volta e tempos depois reúne seus exércitos e reconquista seu pais. Há grande festa , o povo dança nas ruas e o rei esta felicíssimo, chora de tanta alegria e de repente lembra do anel, abre-o e lê a mensagem “Isto tambem passará”. Novamente ele relaxa e assim obteve a sabedoria e a paz de espirito.

Sempre que estiver em contato com fortes emoções, seja de ódio ou de felicidade, seja de abundância ou de restrição, lembre-se isto tambem passará”. Tudo isto e uma fase, não e você. E algo que vem e vai. Mas de maneira alguma e você.

A partir do momento que você percebe disso , cria-se uma distancia entre você e os seus diversos estados de espirito. E quanto maior a distancia, maior e a consciência e menor o sofrimento.

Porém isto só começa acontecer quando você entra no processo de auto-conhecimento e se prepara para esta mudança de atitude . O velho tem que dar lugar ao novo, como um ano que se inicia. Mudar as velhas formas de ver o mundo, nem sempre e fácil, mas e necessário para que possamos ser seres mais plenos, mais confiantes , mais equilibrados.

A Psicoterapia Transpessoal e a Orientação Parapsíquica são instrumentos valiosos para auxilia-lo neste processo.

Se este for o seu desejo, me coloco a sua inteira disposição para orientá-lo a perceber qual o melhor caminho para sua transformação.

Tudo de bom !!

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Aleph -Jorge Luiz Borges


Me sinto em um momento da minha vida em que o passado, presente e as possibilidades do futuro de encontram e me sinto no olho desse furacão: parado e em silêncio... Inúmeras possibilidades ao mesmo tempo e milhares de portas para abrir e eu parado, em silêncio ! O meu Aleph pessoal ! Onde tudo esta bem, mas uma sensação que a vida é um pouco mais (ou um pouco menos ) que esta que estou vivendo.. Estou numa fase de sincronicidades onde tudo parece conhecido, parece vivido e quando volto dessa viagem, estou aqui ainda parado e em silêncio...



"Na parte inferior do degrau, à direita, vi uma pequena esfera furta-cor, de quase intolerável fulgor. A princípio, julguei-a giratória; depois, compreendi que esse movimento era uma ilusão produzida pelos vertiginosos espetáculos que encerrava. O diâmetro do Aleph seria de dois ou três centímetros, mas o espaço cósmico estava aí, sem diminuição de tamanho. Cada coisa (o cristal do espelho, digamos) era infinitas coisas, porque eu a via claramente de todos os pontos do universo. Vi o populoso mar, vi a aurora e a tarde, vi as multidões da América, vi uma prateada teia de aranha no centro de uma negra pirâmide, vi um labirinto roto (era Londres), vi intermináveis olhos próximos perscrutando-me como num espelho, vi todos os espelhos do planeta e nenhum me refletiu, vi num pátio da rua Soler as mesmas lajotas que, há trinta anos, vi no vestíbulo de uma casa em Fray Bentos, vi cachos de uva, neve, tabaco, veios de metal, vapor de água, vi convexos desertos equatoriais e cada um de seus grãos de areia, vi em Inverness uma mulher que não esquecerei, vi a violenta cabeleira, o altivo corpo, vi um câncer no peito, vi um círculo de terra seca numa calçada onde antes existira uma árvore, vi uma chácara de Adrogué, um exemplar da primeira versão inglesa de Plínio, a de Philemon Holland, vi, ao mesmo tempo, cada letra de cada página (em pequeno, eu costumava maravilhar-me com o fato de que as letras de um livro fechado não se misturassem e se perdessem no decorrer da noite), vi a noite e o dia contemporâneo, vi um poente em Querétaro que parecia refletir a cor de uma rosa em Bengala, vi meu dormitório sem ninguém, vi num gabinete de Alkmaar um globo terrestre entre dois espelhos que o multiplicam indefinidamente, vi cavalos de crinas redemoinhadas numa praia do mar Cáspio, na aurora, vi a delicada ossatura de uma mão, vi os sobreviventes de uma batalha enviando cartões-postais, vi numa vitrina de Mirzapur um baralho espanhol, vi as sombras oblíquas de algumas samambaias no chão de uma estufa, vi tigres, êmbolos, bisões, marulhos e exércitos, vi todas as formigas que existem na terra, vi um astrolábio persa, vi numa gaveta
da escrivaninha (e a letra me fez tremer) cartas obscenas, inacreditáveis, precisas, que Beatriz dirigira a Carlos Argentino, vi um adorado monumento em La Chacarita, vi a relíquia atroz do que deliciosamente fora Beatriz Viterbo, vi a circulação de meu escuro sangue, vi a engrenagem do amor e a modificação da morte, vi o Aleph, de todos os pontos, vi no Aleph a terra, e na terra outra vez o Aleph, e no Aleph a terra, vi meu rosto e minhas vísceras, vi teu rosto e senti vertigem e chorei, porque meus olhos haviam visto esse objeto secreto e conjetura cujo nome usurpam os homens, mas que nenhum homem olhou: o inconcebível universo.

Senti infinita veneração, infinita lástima.

– Tonto ficarás de tanto bisbilhotar onde não te chamam – disse uma voz enfadonha e alegre. – Mesmo que esquentes a cabeça, não me pagarás num século esta revelação. Que observatório formidável, che Borges!

Os sapatos de Carlos Argentino ocupavam o degrau mais alto. Na brusca penumbra, consegui levantar-me e balbuciar:

– Formidável. Sim, formidável.

A indiferença de minha voz causou-me estranheza. Ansioso, Carlos Argentino insistia:

– Viste tudo bem, em cores?

Nesse instante, concebi minha vingança. Benévolo, manifestamente apiedado, nervoso, evasivo, agradeci a Carlos Argentino a hospitalidade de seu porão e o instei a aproveitar a demolição da casa para afastar-se da perniciosa metrópole, que a ninguém – creia-me, a ninguém! – perdoa. Neguei-me, com suave energia, a discutir o Aleph; abracei-o, ao despedir-me, e repeti-lhe que o campo e a serenidade são dois grandes médicos.

Na rua, nas escadarias de Constitución, no metrô, pareceram-me familiares todos os rostos. Tive medo de que não restasse uma única coisa capaz de surpreender-me, tive medo de que não me abandonasse jamais a impressão de voltar. Felizmente, depois de algumas noites de insônia, agiu outra vez sobre mim o esquecimento..." Borges Simplesmente Maravilhoso !!